segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

História da Júlia

Conto 1

Para Júlia, aquela era mesmo uma situação inusitada que se tornava comum. Ela não transava com estranhos, mas desde que havia invocado aquela entidade, não havia feito mais nada do que transar com desconhecidos. Ainda que tivesse achado em um momento anterior que era uma situação para moças que não se davam ao respeito, agora ela não sabia mais o que pensar.

O quarto era barato e tinha cheiro de naftalina. As mãos de Júlia tinham sido amarradas na cabeceira da cama e seu corpo estava nas mãos daquele estranho cujo nome era Paulo ou Francisco, ela não conseguia lembrar agora. Seu nome não era importante, ele só tinha que fodê-la e fazê-la gozar, assim a entidade estaria satisfeita.

Se a entidade ficasse satisfeita, ficaria mais tempo com Júlia. Ela não sabia quando foi que criou sua dependência com a entidade, só sabia que a ideia de estar sozinha não a deixava feliz e que preferia sempre estar na companhia do ser de beleza estonteante.

— Você gosta assim, não gosta, vadia?

O homem falou, sua voz um pouco rouca, cheia de paixão. Júlia não respondeu. Fora obrigada a chupar o pau dele naquela posição e amarrada como estava, não havia meios de fugir. Em outro momento, ela teria chupado com vontade, mas estava começando a pensar que não gostava daquele homem. Ele tinha um jeito nojento, havia algo nele que a irritava em vez de excitá-la. Enquanto sua mente pensava isso, seu corpo reagia de forma oposta.

— Ruivinha gostosa... — Ele disse, ajoelhado na cama, sua mão abrindo as pernas dela, seus olhos devorando-a.

Um gemido escapou dos lábios dela. Embora não gostasse do homem, seu corpo traidor estava ansioso por ele. Ela virou os olhos e fitou a entidade. Sentada numa cadeira, próxima da cama, estava ela. Brunhilde, como mesmo se apresentou, dona de cabelos loiros e volumosos, olhos cinzentos, rosto de beleza sobrenatural, perfeitamente esculpido, perfeitamente desenhado. Qualquer um que olhasse pra ela veria que não se tratava de uma humana, humanos jamais teriam a perfeição daquelas curvas. Os lábios vermelhos estavam curvados num sorriso de satisfação e Brunhilde olhava com atenção, os olhos cinzentos brilhantes, concentrados no que acontecia na cama. Ela usava uma tiara com suas pequenas asas, feita de penas macias. A pele branca estava livre de qualquer marca, com exceção das duas marcas em forma de estrela que ela ostentava nos ombros. Usava apenas um espartilho branco, ajustado a sua cintura esguia. Os seios altos e bonitos estavam a mostra, empurrados para cima pelo espartilho, dando a impressão de serem maiores, quase pesados. A calcinha pequena quase não escondia nada, de uma renda branca delicada e que fazia qualquer um olhar e desejar tirar. As coxas estavam a mostra e perto dos joelhos sumiam, escondidas pela bota de cano alta branca.

Brunhilde tocou os lábios, mordendo levemente o dedo quando o homem enfiou os dedos entre as pernas de Júlia. O homem olhou para trás, para Brunhilde, quando viu os olhos escuros de Júlia naquela direção.

— Você gosta de vê-la ser fodida, não é? — Ele disse e deu um sorriso. — Eu vou fazer ela esquecer que você existe...

A entidade olhou para ele, como se o estivesse apenas notando agora sua presença. Ela ergueu levemente a sobrancelha, como se duvidasse das palavras dele. Brunhilde não respondeu, ela apenas mordeu o dedo, talvez ansiosa.

— E depois eu foder com você.

Aquele comentário não agradou Júlia. Cheia de um ciúme que não podia ser controlado, ela olhou com raiva para o rapaz. Ele a olhou, ainda os dedos dele a acariciando de forma vulgar, notando seus olhos furiosos.

— Ah, você não gosta que fale isso? — Ele perguntou, afundando os dedos nela. Mais uma vez, em vez de protestar apesar da raiva, um outro gemido de satisfação escapou de seus lábios. — Veja, está toda molhada e me esperando, não é querida?

— Você não vai encostar nela... — Júlia murmurou, seus olhos fechando-se, seu corpo querendo mais da invasão do dedos do desconhecido.

— Não se preocupe com isso agora. Eu tenho o suficiente pras duas.

Não teve como responder, assolada por um orgasmo. Seu corpo inteiro vibrou e homem abandonou a masturbação nela, limpando os dedos molhados no lençol de tecido ruim. Júlia olhou novamente pra Brunhilde e sentiu grande satisfação por ver a entidade estar com o dedo lindo dentro da boca. Parecia que ela estava sendo saciada e era tudo o que importava para Júlia.

O homem riu de escarnio dela e lançou um olhar para a glamourosa loira que assistia tudo. Devia ser a dona daquela putinha que ele estava comendo. Aquela mulher era muito bonita e muito mais gostosa. Não tinha dito nada desde que chegaram ao quarto, a ruiva era que cuidava de tudo. A loira somente sentou-se naquela poltrona, depois de um desfile perfeito na sua frente que o fez ficar de pau duro somente de olhar pra ela, vendo como os seios balançavam e como os quadris pareciam perfeitos para serem segurados com força durante o sexo.

Ele voltou a fitar a ruiva, amarrada na cama, os seios marcados por suas mordidas, o rosto sujo ainda de seu sêmen. As pernas estavam abertas e ele fitou a boceta dela, coberta com poucos pelos, a virilha lisinha. Vadia. Aproximou-se dela e ergueu o quadril dela, já ansioso. Mergulhou nela e como um animal, não se importou mais. Meteu com vontade, querendo rasgá-la ao meio.

Ela gemeu, e ele achou que foi de dor, mas não se incomodou. Ergueu mais o quadril e afundou-se ainda mais nela. A viu fechar os olhos com força e uma de suas mãos rastejou pelo corpo dela e se apoderou de um dos seios. Apertou com força, puxou e o enfureceu ainda mais. Vadia.

Não era bom, mas era bom. Júlia estava tragada pela sensação do sexo, odiando cada vez mais aquele homem. Ele a estava machucando. Um gemido de dor escapou de seus lábios e ela apertou os olhos, querendo aguentar firme. Era sua culpa estar naquela situação.

A dor prazerosa não podia ser bem vinda, mas era. Gemeu agora de satisfação, seu quadril movendo-se contra o do homem, escutava os murmúrios dele, mas não os compreendia. Ele não era importante. Metia tão fundo e tão forte, tudo doía, mas era bom, muito bom.

Ele logo gozou e ela não teve o mesmo prazer novamente. Os movimentos pararam antes que ela alcançasse o novo clímax. O corpo pesado dele caiu em cima do seu e ele riu do grito dela.

— Viu como eu comi sua puta? — Ele perguntou, cansado, olhando pro lado, em direção a Brunhilde.

— Saia de cima de mim. — Júlia pediu e o homem a olhou e ignorando sua palavras, deslizou a língua em sua garganta, ainda dentro dela, forçando o corpo naquela posição dolorida.

— Chama ela pra participar. Tenho certeza que ela quer que eu a coma também.

— Eu já disse pra sair de cima de mim!

O homem riu e no instante seguinte, ele voava pelo quarto, suas costas chocando-se com a parede do outro lado do quarto. Um grande estalo se ouviu quando suas costas bateram contra a parede de alvenaria barata. Ele caiu no chão inconsciente.

Júlia respirava rápido, assustada com o movimento repentino. Seu corpo relaxou, livre do homem e ela olhou para Brunhilde. A entidade parecia entediada novamente, sua mão direta no ar, mostrando a Júlia o que ela já sabia, fora ela que afastara o homem de cima de Júlia.

Brunhilde ficou de pé, mais alta e exuberante do que Júlia se lembrava. Caminhou até a cama e com outro movimento de sua mão, as cordas que prendiam os pulso de Júlia se soltaram. Só de vê-la próximo, o coração de Júlia agitava-se. Brunhilde cruzou os braços e olhou para o homem desacordado, demostrando seu desinteresse nele.

— Você está satisfeita?

A entidade moveu os olhos e fitou Júlia estendida na cama, ainda agitada pelo sexo, pelo orgasmo que não veio, pela presença do ser sobrenatural. Com suas mãos livres, Júlia abaixou os braços para uma posição confortável, esperando a resposta. Quando conseguiu, passou o lençol sujo no rosto, para retirar o sêmen seco.

A mão de Brunhilde flutuou no ar e o corpo de Júlia elevou-se da cama de forma suave. Ela fechou os olhos, deliciada com a sensação mágica. A magia a fez ficar próxima ao corpo de Brunhilde e entregue, ela passou os braços pelo pescoço da loira e sentiu os seios dela contra os seus e estremeceu, excitada.

Era também sua culpa ficar tão excitada do lado de uma mulher, ela não achava que era lésbica até conhecer Brunhilde. A entidade estava ali porque Júlia a havia invocado quando fez o ritual errado. Ainda era principiante nas artes mágicas e achou que substituir a cor de uma rosa não mudaria o ritual. Em vez de vermelha, ela colocou uma rosa branca. A entidade que deveria emergir do ritual e ajudá-la era pra ser um espirito que iria ajudá-la a conquistar o garoto pelo qual Júlia estava apaixonada havia 7 anos.

Com a mudança das rosas, Brunhilde surgiu. Ela era grandiosa por si só e Júlia acabou tendo que lidar com ela e com sua tia, a dona do livro de magias que Júlia roubou para fazer o ritual. A tia não tinha visto ainda Brunhilde e Júlia mentiu a ela, dizendo que o ritual não deu certo. A bruxa mais velha pediu pra ela nunca mais mexer em suas coisas sem autorização antes que cometesse um erro e acabasse fazendo algo que a faria se arrepender.

O resultado de sua primeira experiência com a magia deu em Brunhilde. Ainda não tinha calculado se era um grande erro e agora que a entidade estava tão próxima e que o cheiro dela invadia os sentidos de Júlia, não conseguia pensar mal dela. Júlia estava certa de que faria qualquer coisa que Brunhilde pedisse.

Isso levava a sua vida sexual com estranhos. Ela os escolhia, Brunhilde não interferia em sua escolha. Queria apenas ver Júlia sendo satisfeita e isso a satisfazia. Era um espirito do sexo, era o que Júlia acreditava.

Júlia sentiu o hálito quente de Brunhilde e sentiu os braços dela passando por seu corpo, puxando-a contra ela, esmagando-a em seus braços. A perna dela moveu-se, insinuando-se entre as pernas de Júlia.

“Não”.

— Ele não foi uma boa escolha.

“Ele não importa”.

— Você o matou? — Perguntou Júlia, seus lábios quase contra os dela, tremendo por um beijo da entidade.

“Ele não importa”.

Júlia esqueceu-se do homem quando Brunhilde beijou seus lábios com aquela voracidade que fazia sua cabeça girar. É, o homem não era importante, o que era realmente importante era sentir a língua dela dentro da sua boca, como podia causar tantas reações estonteantes. Quando o beijo terminou, Júlia gemeu de insatisfação.

— Você não está feliz não é? — Júlia perguntou.

“Não”.

— Eu vou escolher um homem melhor da próxima vez.

Disse e caiu no chão, ferindo os joelhos. A entidade desapareceu, como sempre fazia quando não estava satisfeita, deixando Júlia sozinha com o homem desconhecido que ela esperava que não estivesse morto.

(continua [de forma bizarra] tentando explicar que porra é essa...)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Branca de Neve, os Sete Anões, a Rainha, o Caçador e o Espelho. Uma Suruba Fantastica


Amiguinhos ouçam a introdução do nosso Narrador
Mas não se esqueçam, o Blog é para maiores de 18 anos

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Era uma vez, num reino distante, uma Rainha que sonhava com uma filha alva como a neve, negra como o ébano e rubra como o sangue... E, blá, blá, blá.... todo mundo já conhece esta historinha. Então vamos pular esta parte e vamos direto ao que interessa.

            — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? — perguntou a rainha.
            — Ó minha Rainha, vós sois a mais bela. — respondeu o espelho com voz grave e aveludada. — Sua cútis é macia, sua cintura é fina e seu quadril é largo...
            E a porta dos aposentos da rainha se fechou.

            No vilarejo em torno do castelo vivia o melhor costureiro da região. O rapaz vivia enclausurado em seu ateliê, pois era muito afeminado e sofria com as constantes chacotas dos rudes cavaleiros que freqüentavam as tabernas da região, principalmente dos irmãos Bullying, um dupla infernal que aterrorizava o vilarejo e arredores.
            — Olá minha linda Branquinha. — disse o costureiro com voz estridente enquanto mascava, de boca aberta, um pedacinho de favo de mel à menina que adentrava o recinto. — O que veio fazer aqui?
            — Hoje completo dezessete aninhos. — disse Branca, mordendo a ponta do dedo indicador sensualmente enquanto balançava seu corpinho para os lados. — E quero uma roupa provocante.
            —  AI, QUE MARAVILHA! PARABÉNS! — disse o costureiro de forma escandalosa, enquanto beijava, por três vezes, o rosto de Branca. — Se a Rainha má descobre que você fugiu do castelo de novo, vai mandar te matar.
            — Aquela vaca, vive trancada no quarto com o espelho, ela nunca vai saber. Mas em fim, quero um vestidinho azul, com manga bufante e uma saia balonê, amarela.
            — Argh! Que coisa mais cafona! Você ficou muito tempo presa no castelo. Deixa comigo.  Farei um lindo e provocante vestido para você. E você será a garota mais bela do reino. Agora volte para o castelo e só retorne em cinco dias.
            Nunca demorou tanto tempo para se passar cinco dias, Branca de Neve já estava com tendinite nas mãos de tanto bater cirica enquanto olhava, pela Janela, o treino dos soldados no pátio do castelo.
            — Finalmente chegou o dia. — disse Branca toda radiante.
            Esgueirou-se pelas passagens secretas que levavam para fora do castelo, mas não percebeu que alguém a seguia. A maléfica, filha da puta, da Rainha, havia descoberto que a Branca de Neve escapava quase todas as noites e mandou que um soldado a seguisse.

            — Oi minha linda! — cumprimentou-a o costureiro enquanto dava uma baforada no narguile. — Feche os olhos, por que vai ser uma surpresa e tanto. — disse o modista rodopiando nas tamancas.
            Branca de Neve ficou arrepiada com o suspense e seus mamilos ficaram enrijecidos e salientes sob a blusinha de seda transparente. Por trás da janela, do lado de fora do ateliê, o soldado observava atentamente e de pau duro.
            — Anda, Clow! Eu quero ver o vestido. — disse Branca ao seu amigo costureiro.
            Ele então, puxou um tecido que cobria um suporte e mandou que a garota abrisse os olhos.
            — Nossa! Que coisa mais linda! — vibrou a menina quase chegando ao orgasmo.
            O vestido era num tom de azul jamais visto, à parte de cima deixava o ombro esquerdo à mostra, pequenos detalhes em dourado e vermelho ornavam a vestimenta, uma micro saia de tecido bem mole, num tom de amarelo bem suave, completava a traje.
            — Agora vista-se.
            A garota despiu-se ali mesmo. Sua pele era alva e aparentava muito macia, seus seios durinhos e em pé, tinham os mamilos enrijecidos, de um tom rosáceo, pareciam duas pêras suculentas. Sua bunda era arredondada, perfeita, suas coxas bem torneadas, formavam um arco na região de sua vagina, era a “linha do horizonte”. Do lado de fora o soldado contemplava a bela garota, tentava desesperado soltar sua indumentária e então bater uma para a linda jovem. Branca desceu a calcinha, rebolando, enquanto olhava para o amigo costureiro. As chamas das velas que iluminavam o local fizeram brilhar os negros pelos pubianos e arrumadinhos da jovem.
            — Eu não acredito que você não sente tesão por mim. — disse ela ao amigo. Embebeu seu dedo indicador na saliva, insinuando-se e passou-o com movimentos circulares em seu mamilo esquerdo. Venha lamber minha linda vagina, ela é doce como mel. — a garota abriu as pernas colocando um pé no banquinho e passou o dedo, ainda úmido de saliva, na xoxóta penteada.
            — Ah, minha linda, você sabe que eu gosto é de outra fruta, né?
            Os dois caíram na gargalhada. Do lado de fora, o soldado masturbava-se freneticamente e gozava no vidro da janela.
            Branca vestiu as roupas novas e ficou deslumbrada com sua beleza. O soldado ficou boquiaberto com tamanha formosura e gostosura, bateu mais uma, desta vez gozou num gato que passava por ele.
            O serviçal da Rainha, ainda com as pernas bambas, vestiu-se rapidamente e retornou ao castelo para avisar sua majestade.
            Nos aposentos da Rainha o espelho refletia a bela imagem da realeza, enquanto uma orgia entre os serviçais acontecia ao fundo.
            — Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?
            — Vós sois a mais bela, é verdade, mas olha só, acabei de ver a imagem da Branca de Neve, ela possui mais beleza e é mais gostosa também. Que bunda... Nunca vi boceta mais bem penteada.
            A Rainha gritou, virou a mesa onde um casal fazia 69 sobre ela.
            — Saiam todos daqui! — gritou ela arremessando uma taça de vinho na parede. — Quero ficar a sós com meu espelho.
            Todos saíram correndo do jeito que estavam, alguns tiveram que interromper o coito por causa da fúria dantesca da Rainha.
            — Seu filho da puta! Desgraçado! Seu pai era um espelho sem aço... e corno... Sua mãe foi currada pelo vidraceiro mais vil do reino. Vai me trocar pela branquela? É isso? Hein? Eu sou uma mulher experiente, porra, fiz tudo que você me disse para fazer, até coloquei esse pircim da minha boceta, doeu pra cacete... Depilei toda minha boceta, nunca sofri tanto, só por sua causa.
            — Não, minha Rainha... — disse o espelho aflito e com voz trêmula. — Vós ainda podeis continuar a ser a mais bela. Mas para isso, terás que matar aquele tesão... digo... arrancar o coração de Branca de Neve e comê-lo.
            — Seu filho da puta do caralho! Eu detesto miúdos, isso faz mal pro meu colesterol e ao meu intestino...
            — Mas só assim terás a beleza que almejas, a beleza eterna.
            Sem vontade de bater um ciririca se quer, a Rainha mandou chamar o melhor caçador do reino.

            — Como você se chama? — perguntou a rainha ao belo caçador.
            — Hugh. Hugh Jakman, mas pode me chamar de Wolv.
            — Hum! Belos músculos, belo rosto, belas coxas. — a Rainha foi passando a mão pelas partes do corpo do caçador. Ele usava uma camisa xadrez entreaberta mostrando parte de seu musculoso tórax.. — Bela bunda. Até parece que você não é deste mundo. — ela observava o traseiro do homem, ele usava uma calça de couro de antílope bem justa e fina, ela deixava suas partes intimas proeminentes. A Rainha deu um tapinha no traseiro do homem.
            Todos no recinto olhavam apreensivos.
            — O que você tem no meio das pernas? Mostre-me. — ordenou a rainha.
            O homem ergueu as pernas da calça e mostrou.
            — São joelhos. Joelhos fortes e saldáveis.  Joelhos de um caçador.
            — Seu imbecil! Eu quis dizer entre as pernas!
            Então ele abaixou as calças. As mulheres presentes no recinto manifestaram-se ruidosamente. Algumas que estavam sentadas, abriam e fechavam as pernas, incessantemente, numa masturbação discreta.
            — Pelo amor de Deus, homem! — exclamou a Rainha. — Você não é destas terras, mesmo. Aqui os homens não têm toda esta virilidade. — Alguns homens do recinto abaixaram suas cabeças, envergonhados. Um dos soldados ajeitou seu pênis dentro da calça na tentativa de  deixá-lo mais volumoso.
            Uma mulher, ao fundo, gritou ao atingir  o orgasmo enquanto enfiava uma vela, arrancada de um castiçal ao seu lado enquanto olhava para o caçador.
            — Saiam todos daqui! — ordenou a Rainha. — Quero ficar a sós com o caçador e meu espelho.
            Após três horas o caçador deixou o castelo, carregava em cada mão, três lâminas afiadas e pontudas, fixadas com  tiras de couro que davam a volta em seu pulso, preso a suas costa um machado bem afiado, de cabo groso e comprido. Estava incumbido de matar Branca de Neve, arrancar-lhe o coração e trazê-lo para a Rainha.
Ouçam o Narrador mais uma vez
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Continua...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os incríveis ensinamentos de J.P.



Olá, gatas e cachorros!
Desculpem o meu sumiço, mas eu acabei de chegar de viagem. Fui a um lugar fantástico, repleto de seres mitológicos chamado Mármia. Em Mármia a natureza é plena, sem os maus tratos do homem e, unicórnios, dragões, centauros, grifos, entre outras criaturas vivem em constante harmonia.
Esperei durante anos a aprovação de minha visita e não me cabia de felicidade ao receber a notícia de que a minha entrada fora consentida. Então, peguei as minhas coisas e fui.
Não é fácil entrar em Mármia. A passagem para lá se localiza no extremo norte do planeta e somente os escolhidos por Roland Reggae, o governador daquele mundo, podem transpassar o portal.
Roland Reggae é um centauro malucão. Mesmo com toda a maconha que fuma, consegue governar Mármia com a sobriedade de um verdadeiro rei. Ele me recebeu super bem. Não havia humano algum ali, exceto eu. Foram dez dias maravilhosos e eu descobri muita coisa ao que se refere ao acasalamento desses seres. É sobre isso que vou falar. Apesar de ter milhões de coisas legais para contar a vocês, por ora, este é o assunto que mais me chamou a atenção e me surpreendeu.
Diz a lenda que essas criaturas mitológicas não se reproduzem através do sexo, o que é uma mentira deslavada, pois os caras metem pra valer. Eles não se reproduzem, porque existe um segredo, que vou lhes revelar agora.
Eu e Roland conversávamos descontraídos às margens do rio dourado quando kórnia, um unicórnio fêmea, se aproximou. Ela estava no cio e veio pedir o consentimento do governador para dar uma trepada.
A lei de Mármia diz que todas as fêmeas, sejam elas de qual espécie forem, precisam do aval de Roland para transarem com seus respectivos machos. Eu só descobri isso depois de perceber que, enquanto Kórnia pedia permissão, a rola de Roland se projetava gigantesca, e eu, que estava sentado, tomei um susto medonho e imediatamente me coloquei de pé.
Fiquei ali de lado, sem saber exatamente o que fazer. Roland me pediu um minuto e em seguida subiu na unicórnio miudinha, lascando nela aquele instrumento tão enorme que chegou a me dar medo.
Boquiaberto, tentando entender como era possível aquilo tudo entrar na pobre fêmea, eu fiquei assistindo ao coito. Assim que Roland terminou, disse: “Pode ir agora, Kórnia, já está laceada e esterilizada”. Entretanto, Kórnia afastou-se de cara amarrada. Mais tarde percebi que nenhuma fêmea ali era realmente feliz.
Roland me explicou que o seu esperma esterilizava as fêmeas, assim, mantinha um controle severo de natalidade. Tal poder, entretanto, nada tinha a ver com magia. Vinha das ervas que tão cuidadosamente plantava e fumava.
Num único dia, a rola de Roland rolou esterilizou mais de oito criaturas. O coito mais estranho que presenciei foi entre ele e uma grifa. Eu senti vontade de rir ao ver o Roland roludo mandando ver na cloaca da coitada, que esbugalhava os olhos, não sei se de dor ou prazer.
Agradeci por não morar ali e nem ser um espécime do sexo oposto e, então, outro questionamento me abordou.
Eu disse a Roland que no meu mundo, a maconha deixava os homens broxas e por ter percebido que nenhuma das fêmeas que ele comera gozara, também expliquei que aqui, as mulheres ficam putas se o cara não as satisfaz.
Ele achou engraçado o efeito contrário da erva, mas confessou que nunca havia parado para pensar no prazer das fêmeas. Era realmente um ponto a ser considerado.
Eu disse que talvez por isso, elas eram tão amargas e mal humoradas.
Roland quis saber um pouco mais sobre as minhas experiências. Eu disse a ele tudo o que sabia, expliquei as teorias sobre o prazer feminino, como encontrar o ponto G e tudo mais.
Ele ouviu com atenção e no dia seguinte, quando uma das fêmeas de seu reino se aproximou, um tanto constrangida e sem vontade, para que Roland roludo rolasse a rola a esterilizasse, ele aplicou nela as técnicas das quais falei. A bichinha urrava de prazer, o que chamou a atenção dos outros habitantes, que logo formaram uma roda para ver o que estava acontecendo.
A fêmea saíra saltitante e uma fila gigantesca se formou, deixando Roland exausto ao final daquela tarde.
Assim os dias transcorreram. Quando saí de lá, as criaturas eram só felicidade. As fêmeas estavam muito amigáveis e tão receptivas que trepavam com todo mundo.
Fiquei contente por tê-los ajudado. Cheguei numa seca tão grande que comi cinco mulheres e um travesti numa só noite (fazendo todos eles gozar, claro, afinal de contas o Johnny aqui é pau pra toda foda obra).
Voltarei á Mármia em breve. Dessa vez, levarei comigo uma fêmea para mostrar na prática todas as técnicas que eles ainda precisam aprender.
E você aí que está lendo este texto, quando perceber que sua mulher está mal humorada, estressada e descontente, em vez de ficar se perguntando "onde foi que eu errei?" vê se aprende um pouco mais sobre os prazeres femininos, ou pode mandá-la aqui pro J.P. que eu resolvo pra você.
Depois volto com novas aventuras. Até mais, punheteiros!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

 Zargons e a Terra


Os extraterrestres invadiram a Terra em 2016 e tomaram conta de tudo. Os humanos foram escravizados. Nada podiam fazer contra o poder dos zargons, que eram semelhantes aos humanos, exceto que os machos zargons eram sempre muito bem dotados e belos.
As humanas mais bonitas e gostosas eram sempre selecionadas como escravas sexuais, mas havia um grupo rebelde que tentava a libertação da Terra.
Mirella era a líder terrorista e fora capturada em uma investida fracassada contra a capital zargon na Terra. Condenada sumariamente a morte, aguardava a execução por enforcamento em praça pública.
Como era lei entre os zargons, estava amarrada e nua com a corda no pescoço, aguardando o carrasco acionar a máquina que a puxaria e a deixaria suspensa para morrer, o que geralmente levava uns quinze minutos.
O zargon acionou a máquina e Mirella foi erguida e se debateu sendo sufocada. Quando começava a perder os sentidos um jovem zargon, um dos mais bonitos daquela tribo, parecido com o Hugh Jackman, interveio e fez o carrasco baixá-la, salvando-a. Aos seus olhos Mirella era lindíssima e achava desperdício executá-la daquele modo.
- Esta será minha escrava pessoal. Eu cuidarei dela. Afastem-se!
Levou-a para sua casa, onde ordenou que suas outras escravas humanas cuidassem dela e a vestissem.
            Quando Mirella lhe foi entregue, em seu quarto, Zefer - o zargon que a salvara - mediu-a, sorrindo. Ela vestia roupas sumárias, sensuais e transparentes.
            - Prefiro morrer a servir você, zargon dos infernos!
            - Calma. Não vou obrigá-la a nada. Não preciso.
            Um segredo dos seres originários de Zargônia era que com um olhar seduziam completamente uma mulher. Não foi diferente com Mirella.
            Ele a abraçou forte e a beijou tão intensamente que ela se entregou completamente. Ele a pegou nos braços e a jogou  na cama. Mordendo seu pescoço, voltou a beijá-la e Mirella, sem entender o que acontecia com ela, correspondeu já totalmente molhada. Zefer a despiu devagar, passando a língua pelos seus seios, descendo por sua barriga lisinha e tirou-lhe a calcinha devagar, colocando sua língua em seu sexo que a fez gritar de prazer. O zargons tem línguas de tamanduá, então prazer de Mirella foi multiplicado. Zefer a virou e meteu aquela língua imensa em seu cuzinho, fazendo Mirella estremecer de tesão. Abriu-a toda e a admirou, enquanto ela gozava.
            Quando ele se deitou, ela passou a língua pelo seu peito peludo até abocanhar seu pinto colossal e chupá-lo com avidez. Então Zefer a colocou de quatro e a penetrou lentamente e depois a possuiu tão ferozmente que ela gozou de novo antes dele, que depois ejaculou com força dentro dela.
            Ela tombou feliz e esqueceu que um dia fora terrorista, apaixonada pelo zargon.
            Ele a beijou mais um pouco e a deixou sozinha, dizendo:
            - Tome um banho e descanse, retorno em uma hora, esteja preparada.
            Havia uma hidromassagem no quarto de Zefer e ela relaxou ali, tomando um belo banho restaurador.
            Quando Zefer voltou, trouxe um amigo, Léton. Já estavam nus.
            - Agora vamos dividi-la, Mirella.
            A ex-terrorista ficou supresa.
            - Nunca! Eu... – Mas o poder de sedução de Zefer e Léton a deixou tremendo e molhada, morrendo de tesão.
            Ela ajoelhou-se diante daqueles deuses gregos já excitados e os chupou, primeiro um, depois o outro, então tentou colocar os dois pinto imensos na boca com pouco sucesso. Então eles a levaram carregada para a cama. Enquanto ela chupava Zefer, Léton a chupava. Depois ambos os zargons a chupavam toda, fazendo gritar e gemer. Tremendo de um tesão incontrolável, Mirella entregou-se toda a eles, que a olhavam e a admiravam de todas as formas, abrindo-a toda. Então Léton deitou-se e penetrou sua bocetinha devagar e a comeu assim, ela sobre ele, enquanto se beijavam. Zefer beijou seu pescoço e sua nuca, mordendo-a, e desceu a língua por suas costas e lubrificou-se seu cuzinho.
            Penetrou seu ânus com cuidado enquanto Léton a fodia na bocetinha. Logo ambos estavam estocando nela, fazendo-a de recheio de sanduíche, e ela atingia orgasmos múltiplos, multiplicados ainda mais pelo poder dos zargons de atingirem seu centro de prazer. Mirella desmaiou de extremo prazer quando ambos gozaram dentro dela.
            Quando acordou, suspirou. Tudo era apenas mais um sonho dela, masturbando-se na banheira.
            Saiu da água e enxugou-se. Suspirou. Pensou consigo mesma que bem que tudo aquilo podia ser verdade.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Erick Von Pütter - E assim Nasce um Herói


Erick Von Pütter
Comedor... Caçador de Bruxas

Ep. Zeeeeerooooooo



            Era noite quando um destacamento do exército alemão pisou em Monte’s Debostter, um pequeno vilarejo, situado num cantinho da Áustria, trouxeram desgraça e terror para a pequena vila. O comandante do destacamento, um húngaro sisudo, Piroska Von Pütter, conhecido por seu poder maligno, honrava a suástica com métodos nada ortodoxos, usava a magia negra para atacar e destruir seus inimigos.         
            Numa noite de descontração e muita putaria, onde soldados bebiam cerveja quente, entre uns estupros e outros, foi trazida até Piroska Von Pütter, uma mulher, Venka Mettenatchaka, uma tcheca grande e gostosa, a prostituta mais requisitada de Monte’s Debostter.
            Piroska Von Pütter, um bruxo de categoria 15, na escala que vai até 10, ou seja, o pior de todos, currou a prostituta até arrancar-lhe sangue das pregas. Sua porra mágica inundou seu ventre, fecundou a meretriz e foi embora deixando Monte’s Debostter esmagada. Meses depois A tcheca deu a luz a um lindo menino, cabelos louros, olhos claros e um enorme pinto entre as pernas. Ela deu o nome ao bebe de Erick Von Pütter, em homenagem ao pai, que apesar de tudo, proporcionou a Venka uma noite de grande prazer e sangramentos posteriores.
            Erick cresceu e com ele seu pinto. Tornou-se um bengaludo, exímio punheteiro, tanto com a direita, quanto com a canhota, comedor de meninas, meninos, ovelhas, pôneis e árvores, sim, isso mesmo, árvores. Seu apetite sexual era tanto, que se visse um buraco no tronco de uma árvore, metia a rola nela. Corujas e pica-paus já não mais faziam ninhos em árvores ocas da região. Isso lhe trouxe grandes problemas, pois todos que currava morriam com suas entranhas dilaceradas. Sua mãe foi obrigada a confeccionar calças com reforço de couro duro, na região da genitália para que isso nunca mais acontecesse. A porra mágica de Piroska havia transformado Erick num maníaco sexual compulsivo, e que não podia saciar seu apetite com meninas e meninos, teve que se contentar apenas com os animais da região. Os fazendeiros pediram a expulsão de Erick da cidade ou ele seria queimado numa fogueira, pelas curras criminosas contra seus animais.
Na sua fuga da cidade acabou conhecendo uma linda garota que cavalgava no seu cavalo branco, no primeiro encontro sua pica deu um sinal. Matou a garota e o cavalo de tanto sexo e acabou descobrindo que ela era uma bruxa, foi aí que percebeu que seu pinto era mágico, ele lhe avisava toda vez que uma bruxa ou bruxo estava por perto. Amaldiçoou seu pai por não poder comer mais ninguém e tornou-se um comedor... caçador. Um comedor...caçador de bruxas, feiticeiros e afins. Sedento por vingança. Seu objetivo: Conhecer e acabar com seu pai, o tirano, Piroska Von Pütter, o bruxo de categoria 15, numa escala que vai até 10, que lhe jogou na maldição, e, assim, ter um do pinto normal e voltar a traçar pessoas além de animais e árvores ocas e também livrar o mundo de suas feitiçarias.

            — Ahhhhhhhhhhhhhhhhh! Uhhhhhhhhh! Ohhhhhhhhhh! — gemia Erick após uma punheta de mão trocada e uma gozada daquelas. — Agora eu sou... Erick Von Pütter O Comedor... Caçador de bruxas! — gritou ele entusiasmado enquanto limpava as mãos meladas de gozo nas costas de uma vaca morta.

Bem meu queridos, este foi o episódio zeeeeeeeerooooooo, deste novo herói. Não percam, em breve a continuação da saga de Erick Von Pütter – O Comedor... Caçador de Bruxas.

Beijocas, minhas e da Angelina.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Elfa e a Feiticeira


Os corpos decapitados de dois bárbaros jaziam na beira da floresta, seus ferimentos dando conta da selvageria da luta. Infelizmente para a elfa de cabelos castanhos, o terceiro bárbaro havia sobrevivido.
O bruto agora cobrava dela a morte dos companheiros. A elfa tinha as mãos amarradas para trás e estava só de botas e com farrapos que um dia foram suas roupas no corpo. Ajoelhada com o rosto na terra, era comida com vontade pelo homem, que alternava seu pau entre ânus e boceta.
Mesmo ferida, a elfa era muito bonita, e pensei que seria um desperdício deixar que aquele animal a matasse. Por cima, aqueles dois eram exatamente o que eu necessitava para minha grande tarefa.
Aproximei-me tomando o máximo de cuidado para que graveto nenhum estalasse sob minhas botas. A brutalidade do bárbaro, mais uma vez deliciando-se com a bela bunda da elfa, não deveria mas me fazia ficar excitada. Para uma maior comunhão com as forças naturais, fontes de meu poder, deixei cair minha capa sentindo a brisa de final da tarde em meu corpo nu. Mantive o cinturão, onde carregava minha espada e punhais, e optei por apanhar a espada da elfa, fincada verticalmente no solo.
Para meus propósitos precisava que o bárbaro gozasse, o que pelo que via não demoraria muito. Fazia incessantes movimentos de vai e vem novamente na xana da elfa. Sorrateiramente, me aproximei por trás do imbecil, que não suspeitava de nada.
Ele ainda facilitou meu trabalho, erguendo bem a cabeça para trás quando chegou ao gozo. Posicionei a espada para o lado direito e bem para trás...

Nunca havia sentido tanta dor na vida, ao mesmo tempo acompanhada de tanto prazer. Se não soubesse que o final daquilo seria seguramente uma morte horrível pelas mãos daquele bárbaro estúpido, teria ficado ainda mais excitada.
Talvez não fosse tão ruim, afinal, pois o pau enorme alternando-se entre meu cu e minha boceta me proporcionou orgasmos múltiplos. O maldito forçava minha cara na terra e eu lutava sem esperanças contra as cordas que me amarravam as mãos, estava desesperada e com medo, mas gozei mais uma vez quando aquele monstro me encheu com sua secreção nojenta.
Mas, subitamente, um alívio imenso. O corpo sobre mim caiu para o lado, e o membro duro escorregou de minhas entranhas. Consegui virar de lado, e tive uma visão linda.
Uma humana nua, somente de botas e cinturão onde pude ver uma espada e alguns punhais, segurava minha espada coberta de um líquido vermelho vivo que gotejava. Olhei para o lado e vi o estúpido bárbaro que me comia sem a cabeça, que havia rolado e parado junto a uma pedra metros adiante.
Ela era linda, de longos cabelos loiros agitados pelo vento e olhos azuis profundos, onde era visível uma sabedoria ancestral que não condizia com sua pouca idade aparente. A humana largou minha espada e ajoelhou-se a meu lado, segurou atrás de minha cabeça com uma das mãos enquanto sussurrava:
- Tratarei de seus ferimentos, minha querida, mas para isso, preciso do poder que você acaba de receber...
Dito isso, me beijou, um beijo profundo, quente e molhado. Nossas línguas se encontraram, ela acariciava meus cabelos com uma das mãos enquanto com a outra massageava minha vulva. Beijou e mordiscou meus seios com perícia, arrancando-me suspiros de prazer.
Com todos meus longos anos de elfa, era a primeira vez em que experimentava o sexo com uma mulher humana. E ela sabia como excitar, deitei-me mesmo com as mãos ainda amarradas e suspirei em sua boca. Ela logo desceu e lambeu minha boceta, abri mais as pernas para dar-lhe espaço e pedi que aquele prazer não terminasse...

Tive medo que a elfa lutasse comigo, mas ela se entregou completamente. Para mim era uma experiência nova, havia conhecido e amado muitas mulheres antes, mas ninguém como ela. Lambi seus lábios, enfiei minha língua em sua xana que estava molhada de excitação, e senti o poder fluindo entre nós duas.
Consegui ver machucados em sua vagina, causados por aquele bruto, curarem rapidamente enquanto a magia fluía. A elfa virou-se de costas empinando sua formosa bunda, e eu lambi seu ânus antes de ali introduzir meu dedo. Ela suspirou profundamente, e somente então lembrei que continuava amarrada.
Soltei suas mãos, ao que ela agradeceu percorrendo meu corpo com elas. Deixei a magia fluir, curando seus ferimentos e eliminando qualquer resquício de medo. Senti que era sua primeira vez com outra mulher, mas ela sabia o que fazia quando apertou minha bunda e experimentou meu cu com um, dois, três dedos. Depois me virou de costas para baixo e lambeu demoradamente minha xoxota. Enfiou a seguir os dentes em meus mamilos, causando um misto de dor e prazer irresistível.
Fiz com que deitasse sobre mim, e cada uma de nós manteve uma mão trabalhando profundamente na vagina da outra, enquanto nos beijávamos intensamente. O gozo foi simultâneo, violento e espasmódico, uma, duas vezes.
Já esperava por isso quando senti em meu pescoço o frio do aço de um dos meus punhais, que a esperta elfa conseguira tirar de meu cinto. Ela disse:
- Vejo que sabe manipular a mágica, feiticeira. Importa-se de dizer seu propósito para que eu decida de corto ou não sua garganta?
Era difícil responder com sua outra mão massageando minha boceta, mas por fim consegui dizer:
- Elfa, é assim que agradece a quem salvou sua vida e curou seus ferimentos?
Ela somente pareceu se dar conta disso neste momento. Vi que olhou seus braços, e tirou a mão de minha xana para examinar seu rosto. Que rosto lindo o dela! Não deveria, mas acho que estou me apaixonando...

Quando a feiticeira me falou sobre a cura de meus ferimentos, não acreditei. Examinei os cortes que haviam sumido em meus braços, e agora que me dei conta, meu cu e minha boceta não pareciam mais rasgados depois da intrusão do pau daquele maldito. Olhei para ela e decidi confiar por hora, tirando o punhal de seu pescoço. Sentamos lado a lado juntas e a loira me disse:
- Obrigada por não me matar, bela elfa.
- Por hora vou ouvir o que tem a dizer, feiticeira.
- Posso começar dizendo meu nome, é Sabina.
- O meu é Bwanna.
- Por que decidiu enfrentar três bárbaros sozinha?
- Eles me atacaram, meu cavalo fugiu, e a única alternativa era lutar com eles.
- Vejo que quase teve sucesso. Como vi que parecia gostar da forma como o bárbaro a comia.
- Tirando o fato de estar amarrada, indefesa e de que iria morrer em seguida, sim, foi bom. Mas com você foi melhor. O que fez?
- Existe uma razão para seremos divididos entre mulheres e homens. Há uma magia nessa união, mesmo quando é feita à força, Bwanna. E essa energia pode ser colhida, mas seu pico acontece quando o orgasmo aproxima-se da morte, ou coincide com ela.
- Já ouvi falar de cultos que mantém homens escravos como reprodutores, que são mortos no momento do gozo para fortificar sua semente.
- Não são lendas, minha querida, é a mais pura verdade. E para o que tenho em meus planos, preciso de toda força dessa união. O único problema é que não consigo colher tal energia diretamente de um homem.
Eu ri nesse momento. Também sabia de feiticeiras humanas que não podiam copular com homens, pois perderiam seu poder.

Ver Bwanna rindo era maravilhoso, e seu rosto se iluminava com seu sorriso. Quando ela fez a constatação que acabara de pensar eu respondi:
- Sim, querida Bwanna, só posso colher essa energia de outra mulher. Vaguei por muito tempo até encontrar alguém com que pudesse dividir essa aventura. E também conhecia a lenda da intensidade sexual das elfas, o que torna você minha companheira perfeita. Além de ser linda, o que acrescenta ainda mais prazer a nossa busca. Então, o que me diz?
Segurei novamente sua cabeça, a trouxe para mim e a beijei. O gosto de seus lábios era o mais doce que já havia provado. Quando me afastei, ela ergueu o punhal que ainda segurava e o estendeu a mim. Encaixei-o em meu cinto e fiquei de pé, gesto que ela repetiu.
Contudo, Bwanna estendeu as mãos, abriu a fivela de meu cinto e deixou-o cair. Me abraçou acariciando meu corpo, demorando-se em minha bunda e boceta. Finalmente me olhou nos olhos e disse:
- Sabina... aceito sua proposta. Nunca experimentei sensações como a de estar em seus braços, suas carícias, seu beijo, e quero mais, muito mais disso.
- Também quero, Bwanna. E fico feliz, meu amor, que tenha aceitado.
Voltamos a nos beijar, nossas mãos passeando em nossos corpos, dedos e línguas explorando cus, bocetas, bundas, seios e pele, e transamos novamente, gozando de novo e de novo.
Com o céu da noite já preenchido por uma miríade de estrelas, uma fogueira nos dava luz e calor, embora o contato entre nossos corpos nus fosse suficiente para enfrentar o frio. Eu estava aconchegada nos braços de Bwanna após mais uma transa maravilhosa, permeada por orgasmos múltiplos, quando ela perguntou:
- Sabina... o que afinal você está procurando? Qual é essa busca em que está empenhada?
Sorri e voltei meu rosto para ela, beijando-a carinhosamente enquanto afagava seus cabelos. Depois de mais um beijo respondi:
- Busco a fonte de poder que sempre foi negada para nós mulheres, a qual somente os homens em sua bizarra mediocridade e ignorância têm tentado atingir sem sucesso por séculos.
Senti que Bwanna se animou mais ainda. Ela acariciava minha barriga e meus seios e me incentivou a prosseguir,
- E que fonte é essa, minha amada feiticeira?
Dei risada, imaginando sua reação, e fiz mais algum suspente enquanto acariciava seus braços que me envolviam. Por fim, respondi:
- Já ouviu falar do dragão U-malen?
- U-malen!? – foi a exclamação espantada de Bwanna, que me fez rir gostosamente. Decididamente, aquela seria a maior das aventuras!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A Bruxa e o Gato

"Ai, Johnny, você é muito desbocado! Por que não escreve algo mais romântico?" -  elas dizem...
Pois então, tá aí, pras menininhas românticas...



Esta não é a história de uma bruxa, no sentido literal da palavra. Ela é apenas Morgana, uma jovem que adotara tal pseudônimo por causa da paixão pelos livros Brumas de Avalon.
É bem verdade que Morgana tem algumas premonições estranhas, às vezes. Ela enxerga a aura das pessoas, sabe se elas são boas ou más já no primeiro contato, tem uma sensibilidade muito grande ao que se refere às energias e domina a técnica de projeção astral, aquela em que a consciência se desprende do corpo físico durante o sono e desbrava um universo livre de medos e limites.
Foi numa dessas viagens fora do corpo, que Morgana conheceu o corpo astral de Erick, um homem muito atraente, com olhos castanhos penetrantes e um conhecimento admirável sobre tudo o que Morgana gostava.
Todas as noites, eles se encontravam no jardim dos sonhos e tinham longas conversas. Com tanta coisa em comum, não tardou para que se apaixonassem.
Impossibilitados de se tocarem naquele campo espiritual, Morgana sugeriu que Erick fosse até ela no plano físico. Ele sorriu por um momento, e depois se lamentou, entristecido, pois tal encontro não poderia ocorrer da forma como ele gostaria.
Morgana imaginara milhões de coisas, mas não perguntara nada. Talvez ele morasse muito longe, ou já fosse comprometido, o fato é que ela percebeu seu sofrimento, fosse por qual motivo fosse.
Tudo o que tinham, noite após noite, eram as conversas e a troca de olhares apaixonados e cheios de desejo.
– Eu não aguento mais – Erick falou –, irei até você amanhã.
Morgana abriu um sorriso iluminado. Não via a hora de jogar-se naqueles braços e perder-se nos beijos de Erick.
Mas no dia seguinte, ele não apareceu. Ela mal podia esperar anoitecer para encontrá-lo mais uma vez, no cosmos, já que era a única forma de vê-lo e de falar com ele.
Já ia se recolher para dormir quando ouviu um miado do lado de fora e olhou pela janela em busca do gatinho perdido na noite. Antes que o localizasse, o gato branco de olhos castanhos penetrantes postou-se à sua frente e então Morgana soube, ao acariciá-lo, que a alma que habitava ali era a alma do seu amado.
Abraçou-o forte, em prantos, e não conseguiu dormir. Erick a olhava profundamente, também não conseguiria fazer a viagem astral naquela noite.
Eles continuaram a se encontrar nas noites seguintes como o casal apaixonado; impossibilitados de concretizar o seu amor. Erick passava os seus dias enroscado nos carinhos de Morgana e ela chorava e chorava.
Certo dia, Erick não retornara do mundo dos sonhos em sua forma felina. Em vez disso, Morgana viu entrar pela porta de seu quarto, o homem a quem amava.
Ele a fitou com os castanhos ardentes, arrebentando a alma dela com o olhar.
– Mas... Como?
– Eu abri mão das seis vidas que me restavam por este momento – ele falou.
Os olhos dela marejaram. Ele a abraçou tremendo, sentindo-a tremer também em seus braços. Era tão intenso, tão profundo... Um beijo ardente adornou o momento e depois eles foram para a cama, trocando carícias e olhares extremamente abrasadores.
Erick beijava o pescoço de Morgana, mordia suas orelhas enquanto ela afagava-lhe os cabelos e gemia, confessando, em sussurros, o quanto o queria.
Bem lentamente, eles se livraram das roupas e Erick passeou com a língua pelos seios dela, mordiscando-os devagar, descendo a seguir ao encontro de seu sexo quente e molhado.
Morgana ficou ensandecida, gemia de tesão, apertava a cabeça dele entre as coxas, mas ela não queria gozar assim tão rápido, então, puxou-o pelos ombros, o fazendo subir e encontrar novamente a boca na sua, com o gosto do seu prazer.
Depois de mais alguns beijos quentes, Erick estava prestes a penetrá-la, quando fora impelido. Agora Morgana estava por cima e ia cobrindo-o de beijos até presenteá-lo com a boca sedenta... A cabeça balançava em movimentos ritmados naquela “dureza” deliciosa.
Mais beijos e momentos selvagens e carinhosos preencheram a manhã, até adormecerem.
Morgana acordou com o gato Erick a fitá-la. Sabia que só poderia vê-lo, como homem, naquele mundo de sonhos, mas ter a sua companhia, conversar com ele e saber que ele abrira mão de algo tão importante para estar com ela, uma única vez, a fazia feliz.